
Resposta rápida
A experiência de colocar o DIU varia muito de uma mulher para outra. Para algumas, é um desconforto leve e rápido; para outras, pode ser uma dor mais intensa. Não existe um nível de dor certo ou esperado, e a sua experiência é válida seja qual for. O que a ciência reforça hoje é que você tem direito à informação clara sobre o procedimento e às opções de manejo da dor, que vão de analgésicos a anestésicos locais. A inserção é rápida, dura poucos minutos e é feita por um profissional de saúde. Conversar com o seu ginecologista sobre o alívio da dor antes do procedimento faz toda a diferença.
O medo da dor é uma das principais razões que levam mulheres a adiar ou desistir do DIU, e essa preocupação é legítima. Em vez de minimizar o que você pode sentir, este guia explica com honestidade como a inserção funciona, por que a experiência varia tanto e quais recursos existem hoje para que você passe por esse momento com informação, acolhimento e segurança.
O que é o DIU, em uma frase
O DIU (dispositivo intrauterino) é um método contraceptivo de longa duração, em formato pequeno, inserido na cavidade uterina por um profissional de saúde. Existem versões de cobre, sem hormônios, e versões hormonais. Aqui o foco é o que esperar no momento da inserção.
Afinal, colocar o DIU dói?
A resposta honesta é: pode doer, e o quanto varia bastante. A dor é uma experiência individual, influenciada por fatores físicos e emocionais. Como costumam dizer os especialistas, o nível 10 da escala de dor de uma pessoa não é o mesmo de outra.
Por muito tempo, a dor na inserção do DIU foi subestimada, e a medicina vem corrigindo isso. Em 2025, o Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas (ACOG) publicou diretrizes orientando os profissionais a não minimizar a dor relatada pelas pacientes, a apresentar todas as opções de manejo e a decidir em conjunto com a mulher. O Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) também recomenda, desde 2024, que a paciente seja orientada sobre as opções de alívio da dor antes da colocação.
No mesmo caminho, a Organização Mundial da Saúde (OMS) reconhece o DIU como um dos métodos contraceptivos reversíveis mais eficazes e defende um cuidado centrado na pessoa, enquanto a Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia (FIGO) reforça a importância do acesso à informação de qualidade. Ou seja: sentir dor é possível, validar essa dor é necessário e existem formas de cuidar dela.
Quanto tempo dura a dor depois da colocação?
A parte mais intensa costuma durar apenas o tempo do procedimento, alguns minutos. Depois, é comum sentir cólicas parecidas com as menstruais nas primeiras horas e dias. Para a maioria das mulheres, esse desconforto diminui de forma importante ao longo da primeira semana, mas algumas podem sentir cólicas intermitentes por algumas semanas, enquanto o corpo se adapta. Dor forte, persistente ou que aumenta com o tempo não é esperada e merece avaliação médica.
Como funciona a inserção, passo a passo
Antes: o ginecologista avalia se o DIU é o método mais indicado para você. Costumam ser feitos um exame ginecológico e, em muitos serviços, ultrassom. É o momento de tirar dúvidas e combinar as estratégias de alívio da dor.
Durante: o procedimento dura cerca de cinco minutos. Você pode sentir até três momentos de sensação: a estabilização do colo do útero, a medição da profundidade do útero e a colocação do dispositivo. Saber disso de antemão ajuda a não se assustar.
Depois: cólicas leves a moderadas e um pequeno sangramento nos primeiros dias são reações esperadas do útero se adaptando ao dispositivo, e tendem a diminuir com o tempo.
O que pode influenciar a dor
- Sensibilidade individual e o preparo emocional para o procedimento.
- Histórico ginecológico e de partos, lembrando que isso varia muito de pessoa para pessoa.
- Ansiedade e tensão, que podem aumentar a percepção da dor.
- Experiências anteriores com exames ou procedimentos ginecológicos.
Como manejar a dor: o que está disponível hoje
Existem recursos para reduzir o desconforto, e conversar sobre eles com antecedência faz diferença. As principais opções são:
| Opção | Como funciona | Quando costuma ser usada |
|---|---|---|
| Analgésicos e anti-inflamatórios | Tomados antes, conforme orientação médica | Opção comum; a evidência sobre a dor da inserção é variável |
| Anestésico local (creme, spray ou bloqueio) | Reduz a sensibilidade do colo do útero | Aplicado pelo profissional, conforme o caso |
| Técnicas não farmacológicas | Respiração, ambiente acolhedor e comunicação clara | Ajudam a reduzir tensão e ansiedade |
| Sedação | Maior relaxamento durante o procedimento | Alternativa reservada a situações específicas, como ansiedade intensa, conforme avaliação médica e disponibilidade do serviço. Não é prática de rotina |
Lembre-se: você tem o direito de perguntar sobre o alívio da dor e de participar da decisão. Nenhuma dúvida é boba quando o assunto é o seu corpo.
Mitos e verdades sobre a dor na inserção
Mito: a dor da inserção do DIU é igual à de um parto.
Na verdade: não são experiências comparáveis. A inserção costuma ser descrita como uma cólica forte e breve, não como uma dor prolongada.
Mito: não dá para fazer nada contra a dor.
Na verdade: existem opções de manejo, de analgésicos a anestésicos locais, que devem ser conversadas com o ginecologista.
Mito: é preciso estar menstruada para colocar o DIU.
Na verdade: não é obrigatório. O DIU pode ser inserido em diferentes momentos do ciclo, conforme avaliação médica.
Mito: se a inserção doeu, algo deu errado.
Na verdade: um desconforto durante o procedimento é esperado. O que merece atenção é a dor intensa que persiste ou aumenta depois.
O que perguntar ao médico antes de colocar o DIU
Levar perguntas para a consulta ajuda você a decidir com segurança. Algumas sugestões:
- Quais opções de alívio da dor você oferece no consultório?
- Posso tomar algum analgésico antes? Qual e em que momento?
- Como será o passo a passo e o que vou sentir em cada etapa?
- Qual formato e tamanho de DIU é mais indicado para o meu caso?
- O que faço se sentir muita dor durante ou depois do procedimento?
- Por quanto tempo terei proteção e quando preciso retornar?
O que esperar nos dias seguintes
Cólicas leves e um sangramento discreto nos primeiros dias fazem parte da adaptação. Com o tempo, o útero se ajusta ao dispositivo e esses sintomas costumam diminuir. As atividades do dia a dia podem ser retomadas normalmente, seguindo as orientações do seu ginecologista.
Quando procurar o médico
- Dor forte e persistente que não melhora com analgésico comum.
- Febre ou corrimento com odor diferente.
- Sangramento muito intenso ou prolongado.
- Dificuldade para sentir os fios do DIU ou suspeita de deslocamento.
Formatos e tamanhos: o que considerar na escolha do DIU
Parte da experiência, incluindo o conforto na inserção e a adaptação, também pode estar relacionada ao formato e ao tamanho do dispositivo. Existem diferentes modelos no mercado, pensados para se adequar a diferentes anatomias e momentos de vida. Conhecer essas opções ajuda você a conversar melhor com o seu médico.
| Formato | Característica | Costuma ser considerado para |
|---|---|---|
| T | Formato clássico e amplamente conhecido | Proteção de longa duração |
| Y | Braços flexíveis pensados para conforto na inserção e na remoção | Quem valoriza conforto no procedimento |
| Ômega (ferradura) | Adapta-se bem à cavidade uterina, com menor risco de deslocamento | Melhor adaptação e estabilidade |
Vale lembrar também das vantagens e dos pontos de atenção do DIU de cobre como método:
- Vantagens: sem hormônios, longa duração, reversível com retorno rápido da fertilidade e não interfere na amamentação nem na libido.
- Pontos de atenção: pode aumentar o fluxo e as cólicas menstruais, sobretudo nos primeiros meses, a inserção pode causar desconforto e o método não protege contra infecções sexualmente transmissíveis.
As opções de DIU sem hormônios da Andalan
A Andalan, da DKT, reúne DIUs de cobre sem hormônios nesses diferentes formatos, com eficácia entre 99,2% e 97,4% e proteção de longa duração:
- Andalan Classic Cu 380: formato T, proteção de até 10 anos.
- Andalan Comfort Cu 375: formato Ômega (ferradura), pensado para melhor adaptação, proteção de até 5 anos.
- Andalan Silverflex Cu 380 Ag e Copperflex Cu 380: formato Y, voltado ao conforto na inserção, proteção de até 5 anos.
- Versões Mini: tamanho reduzido, indicadas para cavidades uterinas menores ou maior sensibilidade.
Por serem livres de hormônios, não interferem na libido nem na amamentação. A escolha do modelo ideal é sempre feita junto com o ginecologista.
| Na voz da especialista “A dor na inserção do DIU é real e individual, e a paciente tem todo o direito de ser ouvida e de conhecer as opções de alívio disponíveis. Informar cada etapa e decidir em conjunto torna a experiência mais segura e respeitosa.” Dra. Larissa Cassiano, Médica Ginecologista da DKT South América. |
Perguntas frequentes
Quanto tempo dura a inserção do DIU?
Em geral, cerca de cinco minutos. A consulta de avaliação leva mais tempo, mas a colocação em si é rápida.
A dor da inserção é igual à do parto?
Não são experiências comparáveis. A maioria das mulheres descreve a inserção como uma cólica forte e breve.
Posso tomar analgésico antes do procedimento?
Isso deve ser orientado pelo seu ginecologista, que indica a medicação e o momento adequados conforme o seu caso.
Tem como colocar o DIU com anestesia?
Sim. Anestésicos locais são uma opção comum. A sedação fica reservada a situações específicas, após avaliação médica.
A dor dura muitos dias depois?
Costuma ceder ao longo da primeira semana, embora algumas mulheres sintam cólicas intermitentes por algumas semanas.
Preciso estar menstruada para colocar?
Não é obrigatório. O DIU pode ser inserido em diferentes momentos do ciclo, conforme avaliação médica.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui a consulta com um profissional de saúde. O DIU deve ser inserido na cavidade uterina exclusivamente por um médico e é contraindicado em casos de malformação uterina. A eficácia contraceptiva do produto é de 99,2% a 97,4%. Para mais informações, leia a bula.

DKT Salú
Equipe editorial DKT Salú




